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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Motivo

Por que eu escrevo?
Não sei, e odiaria responder esta pergunta. Não gosto de interpolar argumentos racionais com sentimentos inexplicáveis. Este tipo de fusão me leva onde eu mais odeio em mim: falsidade.
Leia como eu divagaria acerca do amor pela escrita: "É uma catarse espontânea e explosiva. Aflorar o intocável, solidificar o não moldado, dar contorno à argila profunda, me descobrir e escapar de mim mesmo. Escrever é um ápice, força destrutiva de paradigmas e construtora de novos sistemas de pensamentos. É uma forma de espetar quem está em cima e acalmar quem está em baixo. É acordar quem está em baixo para espezinhar os de cima.
É dar valor, mesmo que através do desprezo.
Escrever é mundano. Escrever é a arte sobre o mundo, o pano que o encobre também. Está por trás do sentir, e gera a comoção. Escrever é descrever e escrevinhar. Definhar e desdobrar. Desenhar e desobedecer.
A caneta é meu meu verdadeiro olho.”

Mas na verdade, não há explicações. Eu não gosto de escrever pelo motivo acima apresentado.

Escrevo simplesmente porque sim (risos).